| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Accipitriformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Subfamília: | Accipitrininae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | R. sociabilis |
O gavião-caramujeiro é uma ave accipitriforme da família Accipitridae. Conhecido também como caramujeiro e gavião-de-aruá (Amapá).
Mede cerca de 41 cm de comprimento. O macho é todo preto, sendo que na época da reprodução, a região em torno do bico perde a cor amarela e fica vermelha. A fêmea tem a parte superior amarronzada, a região frontal da cabeça esbranquiçada e a parte inferior creme com manchas e listras marrons. A plumagem da fêmea é bastante escura, sem as penas mais claras nos ombros vistos nos jovens.
Alimenta-se quase exclusivamente de grandes caramujos aquáticos chamados aruás. Utiliza o bico curvo para retirar as partes moles dos caramujos, deixando cair a casca vazia. Captura os aruás executando um voo rasante sobre os pântanos, pegando-os no chão com apenas um dos pés e empoleirando-se para comer. Ocasionalmente, em algumas regiões, como no Pantanal de Mato Grosso e na Venezuela, alimenta-se também de pequenos caranguejos.
Seus ninhos, feitos em colônias, são plataformas frágeis localizadas entre 1 e 4 m de altura, em arbustos ou árvores sobre a água. Põe 2 ou 3 ovos brancos com manchas marrons.
Vive em grupos em brejos, lagoas e pastos alagados. Movimentos migratório - È parcialmente migratório (Bildstein 2006). Em algumas regiões do Brasil costuma migrar em resposta às mudanças climáticas e disponibilidade de alimentos. É categorizado como “migrante austral parcial” por Bildstein (2004). Sick (1993) mencionou um bando de cerca de 1000 gaviões-caramujeiros vistos em Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul, em outubro. A população disjunta na Flórida (EUA) não migra para o sul no inverno,à vezes costuma ser nômade.(* Texto copiado na íntegra do site “Aves de Rapina do Brasil”). No Brasil, ainda não temos informações suficientes dos seus movimentos migratóros. http://www.wikiaves.com.br/foto.php?f=1172203
Todas as regiões brasileiras onde hajam pantanais e alagados, nos quais é localmente comum. Encontrado também dos Estados Unidos (Flórida) e México até a Argentina e Uruguai.